1) Comunicação e partilha (médico empático interessado nas preocupações e expectativas dos doentes e que discute e procura acordo quanto aos problemas e tratamentos)
2) Relação pessoal (demonstra conhecer o doente e compreende as suas necessidades emocionais)
3) Promoção da saúde
4) Abordagem clara e positiva dos problemas (explica claramente o problema, aceita os problemas tal como o doente os apresenta)
5) Interesse no impacto do problema na vida do doente (na vida pessoal e familiar e nas actividades da vida diária)."
Acabei de ler isto e pensei: "Pff, isto é senso comum!!"
Mas depois assolou-me a lembrança do quão menos chocante é para mim ouvir um médico dizer "lá vem mais um doente para me chatear o juízo!", agora que experienciei os níveis de cansaço extremo a que somos levados algumas vezes...
E assusta-me a ideia de me perder no cansaço, de me deixar ir, de me perder irremediavelmente no caminho das caras sisudas, apáticas e não empáticas...
Alguém que me pregue um estalo se tal acontecer, por favor...
Fonte: Nunes, JMM "Comunicação em contexto clínico" Bayer health care - Lisboa 2007